sábado, 24 de abril de 2010

Ajudando ao Próximo


Quem tem um coração transformado manifesta o amor de Deus de forma prática aos necessitados. Nós temos a responsabilidade de atuar na área social e abençoar vidas:

1. Na lei de Moisés havia esta preocupação:
No Antigo Testamento, havia um momento para separar recursos separados e alcançar os órfãos, as viúvas e o estrangeiro, o que garantiria a bênção do Senhor sobre o ofertante (Dt 14.29);
2. Devemos ter disposição de ajudar aos necessitados:
A vontade de Deus é que tenhamos a atitude de ajudar aos pobres através dos recursos que temos, não sendo avarentos, mas colaborando de todo o coração. (Dt 15.10)
3. Parte da adoração é ligada ao cuidado com o próximo:
Não adianta a realização de um jejum formal e religioso se não agirmos para abençoar de forma prática aqueles que passam necessidades (Is 58.6-8).
Oh! quanta ingratidão,quanta indiferença,quanta tristeza,quanta falta de amor,perdão, compaixão,quanta falta de humildade,humanidade, verdade,quanta dor,quanta descrença,quanta falta de fé,quanta desesperança...Mas, em meio a tanta dor, solidão, desesperanças estão seus servos, embora poucos, mas que trabalham com afinco afim, de semear as boas sementes, para que dêem bons frutos!!
Senhor, onde tenha um irmão caído, o Senhor se faz Força, onde houver a indiferença, o Senhor se faz presente, onde houver tristeza, o Senhor se faz alegria, onde houver ingratidão, o Senhor doa seu coração, onde houver dor, o Senhor se faz balsamo. O Senhor é: o maior amor do mundo, por amor a nós deu sua vida, para que tenhamos vida eterna!!
Obrigada, pelo seu amor! Me ensine amar e respeitar o meu irmão, além das aparências,me ensine a não me vangloriar,e tão pouco permitas, que eu seja abduzido pelo encanto da soberba, prepotência, buscando a vitória a qualquer custo, não permitas,que seja fascinada, pela prepotência, de ser e ter,a qualquer custo....Que minhas vitórias não seja dos homens,e sim de ti Senhor!! Que somente seus olhos eu veja, seu rosto eu toque, que eu seja
 amor, em doação,que eu seja fiél no pouco, que posso da-te,seja em trabalho voluntário, seja em meu trabalho diário, fazendo a diferênça...Senhor não permitas, que em meu dia-a- dia, sobre espaços para lamentações,reclamações,mas sobre espaços, para ser paciente, amigo, confidente, presente...Senhor, estará  sempre comigo, pois és meu amigo!!Por isto, perdão Senhor,pela vezes que perdi a calma, e me afastei de ti...Perdão, pela vezes que me calei,mas seu nome em meu coração gritei...perdão,por não pedir perdão,perdão pela ingratidão, pela falta de humildade, perdão.
Senhor Perdão... 

sexta-feira, 12 de março de 2010



A natureza da santificação pessoal


I coríntios
2à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;


II Timóteo 2:19-21

19 Todavia o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os seus, e: Aparte-se da injustiça todo aquele que profere o nome do Senhor.
20 Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro; e uns, na verdade, para uso honroso, outros, porém, para uso desonroso.
21 Se, pois, alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e útil ao Senhor, preparado para toda boa obra.


II Jo 9-10
9 Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.
10 Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.

romanos 6:11-12

11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências;

cl 3:5-9

5 Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;
6 pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;
7 nas quais também em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas;
8 mas agora despojai-vos também de tudo isto: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca;
9 não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos,


romanos 8:28-29

28 E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
29 Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;

gálatas 5:16-25


16 Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne.
17 Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia,
20 a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos,
21 as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.
22 Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade.
23 a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.
24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

   CONFISSÃO E CURA

  

Texto de Referência: Tiago 5.13-16

Os pecados te muito a ver com as enfermidades e não há razão para duvidarmos que a maior parte das doenças tem, por detrás delas,alguma causa de enfermidade da alma.

A medicina moderna tem demonstrado positivamente, que a maioria das enfermidades tem causas psicológicas, ainda que seus efeitos físicos sejam perfeitamente literais.

São as psicosomatizações ou doenças psicosomaticas psique: alma, sama: corpo
Portanto é perfeitamente possível que a pessoa dada a armagura, a ira, a medo, a ansiedade e ao ódio desenvolva enfermidades como ulceras, asma, câncer, etc..

Um defeito na alma inevitavelmente produz um defeito correspondente no corpo, há uma relação estreita entre o estado da alma e a saúde do corpo.

I Tss 5.23 Paulo ora pela santificação e conservação integra e irrepreensível do nosso corpo, alma espírito.

A uma integração, vinculação, um relacionamento harmonioso, uma reciprocidade entre o físico, espiritual e o psicologico.

Tiago vai nos levar a percorrer o caminho da correta harmonia fisico espiritual.

Vejamos

Os Versículos 15 e 16 deste famoso texto de tiago fazem um curioso jogo com as palavras: oração, cura e perdão.

O Versículo 15 fala em levantar o enfermo, o que parece referirs-e a doença física, o versículo 16 recomenda orarmos uns pelos outros para sermos curados, sem dizer de que. O primeiro é específico e o outro é genérico

Agora veja como o verso 16 apresenta o assunto desse triangulo entre os homens e Deus: Fala de confissão, pela qual um irmão chega a irmão; de oração, pela qual os dois se achegarem a Deus; e de cura de corpo e da alma, como resultado de tudo isso.

Antes da cura total, deve haver confissão.

Uma vez compreendidos o importante papel que a confissão assume no texto torna-se viável o progresso de aplicação e contextualização das lições que ele traz.

QUERO PROPOR QUE NÓS POSSAMOS EXTRAIR TRÊS LIÇÕES PARA NOSSA VIDA

1) PRIMEIRA LIÇÃO: SEM CONFISSÃO DE PECADOS NÃO HÁ CURA PARA NOSSAS VIDAS

Veja o verso 16: "Confessai... para serdes curados" tiago está nos ensinando que a confissão é pre-condição à cura.

Ele esta falando de uma cura mais ampla que de uma simples doença, embora esta esteja incluisa. Ele está falando de psicomatizações, de remorços, dores abafadas, de quartos escuros e mal assombrados de nossa alma - Enfim, está falando de culpa.

Quem compreende e expressa muito bem essa realidade espiritual é Davi, depois de seu pecado com Bate-Seba. Salmos 32.3-5 (Ler)

Quer figura poética forte! o envelhecimento das próprias ossos, como se fossem ressecando por dentro!.

A conciência de Davi está tão carregada que ele compara o efeito disso tudo ao peso de uma mão gigante sobre a sua cabeça, dia e noite, fazendo-o curva-se de terror, desânimo e cansaço.

Esse lamento de davi, que evolui para a resolução corajosa de partir para a confissão, acrescenta-nos uma informação: de que a falta de confissão, além de impedir que sejamos curados, produz enfermidades, enfermidade da alma e do corpo.

1.1) ENFERMIDADES PROVENIENTES DA MENTIRA

Pecado cometida e não confessado é uma forma de mentira.

Jesus é descrito por João como a verdade João 14.6 - Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

João 3.21 e I João 1:6 - Fala sobre andar na verdade e fazer a verdade que estão em contraste com o amar e praticar a mentira Apocalipse 22:15

Jesus e Satanás estão em contraste Jesus é a verdade e traz a verdade e Satanás é o pai da mentira João 8:44

Não há cosméticos ou cirurgias plásticas que encubram de Deus nossos corações deformados pela mentira do pecado oculto, pecados escondidos e não confessados geram enfermidades - Qual a saída? "Confessais... para serdes curados."

1.2) ENFERMIDADES PROVENIENTES DAS TREVAS

Pecado agasalhado, abrigado é escuridão.

Nosso guia neste esclarecimento é João em I João 1:5-10 Ler

João toca em todos os pontos da lição: mentira que produz distância de Deus, que leva às trevas, à escuridão. A solução é a mesma: Confissão: "Se confessarmos os nossos pecados..."

O que significa trevas?

Que tipo de trevas são essas que nos fazem adoecer?
É o embrutecimento da alma e de mente.
O pecado agasalhado, oculto gera a mais terrivel escuridão de alma.

Escuridão da alma define:

Os assasinos, os estrupadores, políticos ladrões, adulteros, sequestradores covardes, traficantes, mas não é só isso. Escuridão de alma também define:

Crente que não cresce
Fofoqueiro
Melindroso
Avarento
Mentiroso
Trambiqueiro
Ciumento - que não trabalha para Deus mais crítica quem trabalha.
Carnais - que só pensam em satisfazer prazeres carnais.


Qual a saída? Confessando. "Confessai... para serdes curados"

1.3) ENFERMIDADES PROVENIENTES DA SOLIDÃO

Pecado é separação.

O pecado sempre produz separação.

O resultado é solidão, consequência das inumeras separações que vamos fazendo em nossa vida comunitária, e isso a principio é confortavel. Largam do nosso pé, depressão e a solidão.

ESSA DOENÇA SE MANIFESTA EM TRÊS AMBITOS

a) Separação de Deus: Por que ele não pode conviver com o pecado.
I Samuel 59.2 "Vosso pecado faz separação entre mim e vós"

b) De mim mesmo: Ao agasalhar a mentira e falsidades absurdas atitudes e papeis estranhos, incorparo rastos e mentiras. A grande mentira é um estranho para si mesmo - ao se ver no espelho já não se conhece.
c) Separação do próximo: Por que é possivel comunhão verdadeira com um estranho - não há comunhão possível com uma farsa.

O resultado ao longo do tempo é uma só, solidão e se ela não passa adoecemos.

A solidão produz doença, e ao mesmo tempo é, por si só, uma das doenças que mais doem.

Como curar essa dor que nos fragiliza, que nos tira o sono, que nos embrutece, que nos embrutece? Confessando. "Conferssamos... para serdes curados"

2) SEGUNDA LIÇÃO - SEM CONFISSÃO NÃO HÁ VERTICALIDADE, TRANSCENDENTALIDADE OU ESPIRITUALIDADE QUE PRESTE EM NOSSA VIDA

Tiago coloca na seguinte ordem:

1 - Confissão
2 - Oração
3 - Cura


Ele esta nos enviando a seguinte mensagem: Sem confissão não há oração que suba além do que o teto; se não confessarmos nossas misérias estaremos mortos em delitos e pecados e permaneceremos doentes.

Aprendemos aqui sobre o poder terapeutico de cura da confissão.

Confissão resulta numa boa relação vertical (com Deus),me leva a experimentar o quanto Deus é transcendental, e me leva a uma vida espiritual que vale a pena.

3) TERCEIRA LIÇÃO - CONFISSÃO, ORAÇÃO E CURA SÃO COISAS COMUNITÁRIAS

Observe que no versículo 16 Tiago apresenta duas vezes uma expressão de reciprocidade?

Primeiro devemos confessar "uns aos outros", depois orar "uns pelos outros" como condição para nossa santidade, nossa cura física e espiritual

O processo de cura da alma não se esgota num perdão intimo, o preferido por um Deus íntimo, "Que vem sem secreto"a alguém que faz uma confissão íntima do tipo "trancado no seu quarto"

Tiago quer nos ensinar que confissão é condição para restauração de relações, que confissão é o meio de graça para restauração comunitária.

Ele está falando que processos coletivos de confissão, oração e cura.

Tiago esta falando de uma realidade que perdemos com o tempo - a confissão pública de pecados cometidos.

O pecado cometido contra a igreja ou que afeta a igreja deveria ser confessado de forma pública.

Quem sabe não é por isso também, que o apóstolo Paulo, ao falar sobre a Santa Ceia, em I Corintios 11, refere-se a pessoas doentes?. Ele diz que naquela igreja havia pessoas que não discerniam o corpo, pessoas que afirmavam, através do rito da ceia uma comunhão que não existia de fato, pois estavam: brigados, magoados, rancorosos e rebeldes.

Não compreendereram o carater comunitário da ceia.

Discernir o corpo significa perceber que tudo que sou e faço, não se esgota no ambito intimo e pessoal, mas tem reflexo comunitário.

Pão e cálice significam aliança.


                                                                                                            AUTOR: Pr Josinei Salles

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Evolução da Lei do Amor

"Olho por olho, dente por dente"

A famosa "lei do talião", pode não parecer, é um avanço. O livro do Gêneses aponta Lamec, descendente de Caim, como sendo o "inventor" da vingança. Por uma ferida se mata um homem; por um arranhão, um jovem. Se se vinga Caim sete vezes, Lamec vinga setenta e sete! (Gn 4,23). Essa lei, que se encontra também no Código de Hamurábi e em leis assírias, visa coibir abusos. A punição se limita agora ao grau da ofensa.
Também se observa avanço na forma de tratar a ofensa: não só pelo ato em si, mas pela intenção. O homicídio premeditado cairia na lei do talião, vida por vida. O homicida involuntário, acidental, deveria ser protegido do "vingador de sangue", podendo até se refugiar no santuário.
Como em todo o Pentateuco, essa lei também, a seu modo, quer garantir a vida. A lei punitiva não tem função remediativa mas preventiva. O homem que cava um poço e não o tapa é responsável pelo que nele cair (Ex 21,34). Se alguém fizer uma fogueira no seu campo e o fogo se alastrar para o campo de outra pessoa, o causador do incêndio pagará todo o prejuízo (Ex 22,5). Ao longo do tempo as punições extremas vão se amenizando a ponto de serem substituídas por resgates ou pelo perdão.
O fato destas leis estarem inseridas na Lei do Sinai não pode ser interpretado como sendo leis "ditadas" diretamente por Deus. As leis do Sinai são anacrônicas se tomadas literalmente. Tratam de coisas que não existiam no deserto, "três meses depois da saída do Egito" (Ex 19,1), onde o texto é colocado, como campos, templos. A vida em sociedade exige que se conheça a autoridade. Então toda a lei é remetida a um momento primordial, fundante, a um patriarca e ao próprio Deus.
O ápice da evolução das leis bíblicas anti-violência se dá em Jesus, que no sermão da montanha desenvolve toda a Lei e os Profetas. "Ouviram o que foi dito aos antigos: Näo matarás. E ainda: Aquele que matar alguém terá de responder em julgamento. Mas eu digo-vos: Todo aquele que se irritar contra o seu semelhante terá de responder em julgamento; aquele que insultar o seu semelhante, chamando-lhe "imbecil", será julgado pelo tribunal; e aquele que lhe chamar "estúpido" merece ir para o fogo do inferno" (Mt 5,21s). Jesus, em sua Lei do Amor, eleva a crime a mínima ofensa: note-se o jogo de que quanto menor a ofensa, maior a pena.

"Ouviram o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Mas eu digo-vos: Näo resistam a quem vos fizer mal" (Mt 5,38-39). Jesus não ensina aqui a passividade frente ao mal, mas a extinguir o ciclo do mal, provocando no agressor a reflexão sobre a verdade: "Se disse alguma coisa de mal, mostra onde está o mal. Mas se o que eu disse está certo, por que é que me bates?" (Jo 18,23).

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Um dos grandes objetivos da Bíblia é tratar dos fatos da vida humana


Estabelecer a sua significação e efeito, e algumas vezes derramar luz sobre a sua causa. No caso do pecado há dois fatos principais: primeiro, que o homem é pecador - segundo, que todos cometem pecado. Pode, portanto, esperar-se que a Bíblia derramará luz sobre o sentido da palavra pecado e sobre os seus efeitos - e nos fará conhecer a causa da sua influência universal nos homens e o remédio para esse grande mal. ii. Segundo a Bíblia, a causa dos pecados encontra-se de uma maneira definitiva  (tanto quanto se considera a vida terrestre) no pecado dos nossos primeiros pais, com as suas conseqüências, transmitidas à posteridade. A este fato se chama a Queda. Basta dizer-se aqui, que, por mais baixo que estivesse o primeiro homem na escala da Humanidade, se ele era homem devia ter tido, na verdade, algum conhecimento rudimentar do bem ou do mal - e depois da sua primeira voluntária desobediência ao que lhe dizia a consciência, devia ter ficado numa situação moral inferior à dos tempos passados. A primeira transgressão feita com conhecimento do mal não pôde deixar de ser uma queda moral, por maior que fosse a sua sabedoria adquirida no caminho da vida. Além disso, há razão para acreditar que as crianças, nascidas após a queda, haviam certamente de participar da natureza dos seus pais, a ponto de ficarem mais fracas com respeito à moralidade do que não tendo os seus pais transgredido. Esta crença muito razoável apresenta-se como sendo o pensamento central da narrativa de Gn 3. o escritor bíblico está, evidentemente, revelando mais do que a simples enunciação do pecado de Adão e Eva como tal. Ele deseja fazer ver que a pena alcançou toda a Humanidade. Todos entram no mundo com a tendência original de uma modificada natureza para o mal. Não é, por conseqüência, para admirar que cada pessoa realmente caia no pecado. Nos capítulos seguintes são plenamente expostos os terríveis e profundos efeitos daquele primeiro pecado. iii. os diferentes aspectos do pecado, que se apresentam aos escritores bíblicos, podem ver-se do modo mais próprio nos vários nomes que lhe dão. Porquanto a Bíblia é muito rica em termos que significam o pecado, o mal, a iniqüidade, a maldade, podendo ser mencionados neste lugar os mais importantes: 1. Palavras que têm o sentido de ‘falta, omissão, erro no fim em vista’, etc. Em hebraico há chêt e termos cognatos (Sl 51.9) - em grego, hamartia (Rm 3.9), hamartêma (1 Co 6.18). 2. A perversão, a deturpação, implicando culpa, são faltas designadas pelo termo hebraico avon (1 Rs 17.18). 3. Há várias palavras que indicam a transgressão de uma lei, ou a revolta contra o legislador. Em hebreu peshã (Pv 28.13 - is õ3.5) - em grego parabasis (‘transgressão’, Rm 4.15), para toma (‘delito’, Ef 2.5), anômia (‘iniqiiidade’, 1 Jo 3.4, onde se lê: ‘hamartia é anômia’), asebeia (‘impiedade’, 2 Tm 2.16). 4. imoralidade, o hábito do pecado, e muitas vezes violência, se indicam com o hebraico rêshã (1 Sm 24.13), e o grego adikia (Lc 13.27). 5. A infidelidade, e a deslealdade para com Deus e o homem, são significadas pelo hebraico má"al (Js 22.22). 6. A culpa, que pede sacrifício expiatório, acha-se indicada pela palavra ãshãm (Pv 14.9). 7. o pecado é considerado como uma dívida na oração (Mt 6.12).  Entre os grandes efeitos do pecado podem mencionar-se: l. o medo de Deus em contraste com o temor reverenciou e filial (Gn 3.10). 2. o endurecimento gradual da vontade contra o bem e as boas influências (Êx 7.13). A consunção da força e vida da alma, assemelhando-se à lepra que vai consumindo o corpo. 4. E tudo isto atinge o seu maior grau na separação de Deus (Gn 3.24 - Lv 13.46 - 2 Ts 1.9). *veja Na Bíblia, porém, o remédio para o pecado é, pelo menos, tão proeminente como a sua causa, a sua natureza, e o seu efeito. Freqüentes vezes, na realidade, se apela para os pecadores, a fim de que deixem os seus pecados, fazendo-lhes ver os grandes males que caem sobre eles - e ao mesmo tempo há as promessas de serem amavelmente recebidos por Deus todos os que se arrependem (notavelmente em 2 Sm 12.13), sendo os meios humanos o arrependimento e a fé. Mas tanto o A.T. como o N.T. claramente nos ensinam que é preciso mais alguma coisa. No cap. 53 de isaias, o sacrifício do Servo ideal nos patenteia os meios pelos quais se curam os pecados, pois que esse Servo é a pessoa que carregou com as nossas iniqüidades. outros sacrifícios eram apenas tipos deste particular sacrifício. *veja também Jo 1.29 - Cl 1.21,22. Este remédio torna efetiva a restauração de um direito divinamente estabelecido (Rm 5.1 - 1 Jo 1.9), para a remoção da mancha que caiu, inclusive, sobre os mais altos lugares por motivo do pecado, tocando a honra de Deus, e o seu templo (Hb 9.23 a 26) - e não só para a remoção dessa mancha, mas também para a gradual eliminação do pecado no crente (1 Jo 1.7 a 9), embora, enquanto exista neste mundo, nunca ele estará inteiramente livre da sua influência (Rm 7.23 - Gl 5.17 - 1 Jo 1.10). Não admira que o Filho de Deus tenha recebido o nome de Jesus, ‘porque ele salvará o seu povo dos pecados deles’ (Mt 1.21).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A importância da Voz
Antonio Carlos Barro
Atos - 22 - 9 : 0

Aqueles que estavam comigo viram a luz, mas não ouviram a voz daquele
que estava falando comigo.

INTRODUÇÃO
Você alguma vez já se perguntou o que aconteceu com os companheiros de Paulo no caminho de Damasco?

1. QUANDO VER NÃO É O SUFICIENTE
a. “Aproximando-se ele de Damasco, na sua viagem, subtamente o cercou um resplendor de luz do céu” (Atos 9.3).
b. “Aqueles que estavam comigo viram a luz” (At 22.9).
c. Ele viram a luz, mas não viram o Senhor da luz; viram o clarão, mas não viram aquele que produzia o clarão.
d. Eles viram com os olhos físicos, mas não viram com os olhos da fé.
e. Existe um ditado que diz: “Ver para crer”. Eles viram, mas não creram.

2. OBEDECER É O QUE IMPORTA
a. Existe uma discrepância entre o evento e o que Paulo está recordando agora: “Os homens que iam com ele pararam espantados, ouvindo a voz” (9.7). Algumas explicacões:
i. Eles ouviram um ruído, mas não perceberam a voz
ii. Eles ouviram a voz, mas não creram nela
b. Voz vinda do céu aconteceu:
i. no batizado de Jesus: "O Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo" (Lc 3.22)
ii. na transfiguração: "Este é o meu Filho, o meu eleito: a ele ouvi" (Lc 9.36).
c. A diferença entre Paulo e aqueles homens está na pergunta que o Apóstolo faz:
“Senhor, que farei?”
d. Enquanto eles ficaram possuídos do medo, Paulo fixou a sua atenção naquele que produzia tamanho milagre.

3. COMPROMETER-SE É FUNDAMENTAL
a. “Não ouviram a voz daquele que falava comigo”
b. Qual a importância deste particular detalhe para Paulo? Porque lembrar algo tão insiguinificante?
i. Paulo converteu-se no ano 34/35
ii. O seu relato se dá no ano 60 (25 anos depois).
c. 25 anos depois da sua conversão, Paulo é um homem comprometido com aquela voz que ele ouviu perto de Damasco. Ele mesmo afirma ao rei Agripa: “Não fui desobediente à visão celestial”.
e. Ninguém mais ouviu falar daqueles companheiros de Paulo e agora quando ela olha para trás, ele somente pode com tristeza dizer que eles viram, mas não ouviram.
f. O preço deste comprometimento.

CONCLUSÃO
1. Daqui a alguns anos o que será dito sobre você? Você viu as evidências do que Deus queria fazer, mas não ouviu a voz? Não acreditou que era verdade?
2. Não obedeceu a visão celestial?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR, e tu perdoaste a culpa do meu pecado — Salmo 32:5

A ORAÇÃO DE CONFISSÃO
Pecado é um antigo termo usado no arco e flecha que significa errar o alvo. Qualquer coisa que não seja o centro fixo é pecado. Assim, o pecado em nossa vida não apenas significa roubar uma adega, assassinar alguém ou jogar baralho no domingo. É muito mais do que isso. Na verdade, qualquer coisa fora do centro daquilo que é o melhor de Deus e de sua vontade perfeita para nossa vida é pecado. Isso amplia muito a idéia de pecado!
Quando não é confessado, o pecado torna-se um tumor sutil — enrolando seus tentáculos em volta de cada parte de nosso ser até ficarmos paralisados. A agonia de seu peso é descrita com precisão na Bíblia pelo rei Davi:

Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados,
O meu corpo definhava de tanto gemer.
Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim;
Minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca.
Então reconheci diante de ti o meu pecado.
E não encobri as minhas culpas.
Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR,
E tu perdoaste a culpa do meu pecado.
(Salmo 32:3-5)

Quando o pecado não é confessado, uma parede levanta-se entre você e Deus. Mesmo que você deixe de praticá-lo, se esse pecado não foi confessado diante do Senhor, ele ainda pesará sobre você, arrastando-o de volta para o passado que você está tentando deixar para trás. Sei disso porque costumava levar nas costas uma bolsa cheia de falhas tão pesada que eu mal conseguia me mover. Não percebia como eu ficava curvada espiritualmente debaixo dela. Quando, por fim, confessei meus pecados, na verdade, senti o peso daquela bolsa sendo aliviado.
Todos nós que trazemos feridas emocionais profundas do passado já sofremos de baixa auto-estima, medo e culpa. Mentalmente, nós nos martirizamos, temos a tendência de pensar no pior em se tratando de nossas situações e nos sentimos responsáveis por tudo o que dá errado. É verdade que podemos ter momentos em que nos sentimos culpados por coisas que fizemos, mas não precisamos nos torturar, levando uma vida incessante de culpa. Deus proveu a chave para nos libertar disso: a oração de confissão.
Muitas vezes, não conseguimos nos ver como responsáveis por certas ações. Por exemplo, embora não seja sua culpa ser abusado por alguém, sua reação ao abuso agora é de sua responsabilidade. Você pode se sentir justificado em sua raiva ou amargura, mas, mesmo assim, deve confessá-la porque ela frustra o que Deus tem para você. Se não confessar, o peso dessa raiva ou amargura, no final, irá esmagá-lo.

A ORAÇÃO DE CONFISSÃO E ARREPENDIMENTO
Para que a confissão tenha efeito, ela deve ser feita com arrependimento. Arrependimento, literalmente, significa uma mu¬dança de opinião. Significa você dar as costas, ir embora e deci¬dir não cometer o mesmo pecado novamente. Significa alinhar seu pensamento corretamente com Deus. É possível confessar sem, de fato, admitir alguma transgressão. Na verdade, podemos simplesmente passar a ser bons em pedir desculpas sem intenção alguma de sermos diferentes. Confissão e arrependimento signi¬ficam dizer: "A culpa é minha. Desculpe. Não vou fazer mais isso." Você precisa confessar e se arrepender de todo pecado para que esteja livre de sua escravidão, quer você se sinta mal com ele ou não e quer o reconheça como tal ou não. Um dia, no consultório de minha conselheira cristã, confessei em oração os dois abortos que fiz, mesmo não tendo idéia, na época, de como o aborto era errado. Sempre via o aborto como um meio de sobrevivência, não como um pecado, mas isso não o torna correto aos olhos de Deus. Li na Bíblia sobre o valor da vida no ventre. Também li: "Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo" (1 Coríntios 4:4). Não fiquei livre das garras mortais da culpa naqueles abortos até me arrepender e receber o pleno perdão de Deus.
Toda vez que confessar algo, veja se você, honesta e verdadeiramente, não sente mais vontade de fazê-lo. E lembre-se de que Deus "conhece os segredos do coração" (Salmo 44:21). Estar arrependido não necessariamente significa que você nunca mais voltará a cometer o mesmo pecado, mas significa que não pretende cometê-lo novamente. Se descobrir que está repetindo o mesmo pecado várias vezes, você precisa confessá-lo todas as vezes. Se você cometeu um pecado que acabou de confessar no dia anterior, não deixe que ele se coloque entre você e Deus. Confesse-o novamente. Desde que, verdadeiramente, arrependa-se todas as vezes, você estará perdoado e, por fim, ficará livre. A Bíblia diz: "Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor" (Atos 3:19, 20).

Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas!
(Salmo 32:1)

O diabo tem um gancho preso a você onde houver um pe¬cado não-confessado. Recaídas no mesmo pecado não são desculpas para não confessá-lo. Você deve manter sua vida totalmente aberta diante do Senhor se quiser ser libertado da escravidão do pecado.
Você não pode ser libertado de algo que não pôs fora de sua vida. Confessar é falar toda a verdade sobre o seu pecado. Renunciar ao pecado é tomar uma posição firme contra ele e remover seu direi¬to de permanecer. Uma vez que não somos perfeitos, a confissão e o arrependimento são contínuos. Há sempre novos níveis da vida de Jesus que precisam ser operados em nós. Estamos aquém da glória de Deus em sentidos que ainda nem podemos imaginar.

A ORAÇÃO DE CONFISSÃO CURA SEU CORAÇÃO
Quando você está construindo um alicerce, você tem de tirar a lama. O problema é que a maioria de nós não cava fundo o suficiente. Embora não possa ver todos os seus erros o tempo todo, você pode ter um coração disposto a ser ensinado pelo Senhor. Peça a Deus para trazer à luz pecados dos quais você não está ciente para que possa confessá-los, arrepender-se deles e ser perdoado. Reconheça que há algo para confessar todos os dias e ore com freqüência, como fez Davi:

Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno (Salmo 139:24)
Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável (Salmo 51:10)
Absolve-me dos [erros] que desconheço! (Salmo 19:12)

Às vezes, quando não achamos que temos algo para confessar, uma oração pedindo que Deus o mostre irá revelar uma atitude não-arrependida, como uma postura crítica demais ou falta de perdão, que criou raízes no coração. Confessá-la impede que tenhamos de pagar um preço emocional, espiritual c físico por ela. Também irá beneficiar nossa vida social, uma vez que as imperfeições de nossa personalidade que não podemos ver são muitas vezes óbvias para os outros.
A confissão é, na verdade, um modo de vida. Se não estamos andando no caminho de Deus, se estamos fazendo algo em desobediência — falando da vida alheia, mentindo ou falando de um modo desonroso com alguém —, precisamos recomeçar do zero, e isso somente acontece com a confissão: Deus, coloco-me diante de ti e confesso minha atitude para com meu chefe. Eu me arrependo dessa atitude. Quero ser mais parecido com Cristo a cada dia.
Às vezes, quando meu marido, Michael, dizia algo que feria meus sentimentos, eu reagia — e respondia de um modo tão ofensivo quanto o dele. Isso só piorava a briga. Logo aprendi que, antes de me desculpar com Michael, eu tinha de me desculpar com Deus. Eu me colocava na presença de Deus e dizia: "Deus, sinto muito pelo que eu disse. Sei que fui movida pela carne e não pelo Espírito." Descobri que confessar ao Senhor ajudou-me a parar de me comportar assim e a pedir desculpas para Michael com uma atitude melhor.
Pense em sua própria vida. Alguma coisa desse tipo aconteceu entre você e outra pessoa? Você tem alguma atitude que precisa confessar? Se tiver, não hesite. Quanto mais rápido tratar disso, melhor.

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.
(Provérbios 28:13)

O pecado leva à morte; o arrependimento leva à vida. O tempo que passa entre o pecado e o arrependimento será responsável pela extensão da morte que será ceifada em sua vida. Se você tem ceifado muita morte, os problemas não irão desaparecer Jogo depois de sua confissão. Mas sua confissão deu início a um processo de reversão do que aconteceu por causa do pecado.

Sempre tenha em mente que os caminhos de Deus são para seu benefício. A confissão não serve para que Deus encontre alguma coisa. Deus já sabe. A confissão serve para que você se refaça. Deus não está seguindo seus passos, esperando que você faça algo errado para castigá-lo. Ele não tem de fazê-lo porque o castigo está inerente no pecado. Uma vez que Deus sabe disso, ele lhe deu a chave da confissão. As pessoas que confessam encontram misericórdia e o poder ilimitado de Deus.