terça-feira, 12 de junho de 2012

GÊNESIS 4:1-15

INTRODUÇÃO
Neste capítulo, nós continuamos a ver que Gênesis é sem dúvida nenhuma o livro dos inícios. Aqui nós temos o primeiro nascimento, adoração, assassinato, morte, mártir, cidade, bigamista, fundição, poesia e outras coisas mais. Este capítulo também revela como o pecado se espalhou na primeira família e então na sociedade. Verdadeiramente a depravação bem cedo floresceu e se espalhou.
I. OS DOIS FILHOS - VERSÍCULOS 1-2.
Aqui nós temos o relato inspirado do nascimento das primeiras crianças no mundo. O primeiro recebeu o nome de Caim, que significa "adquirido" ou "obtido". Alguns acreditam que Eva pensou que ele seria o Messias prometido em Gênesis 3:15. Entretanto, parece que ela cedo aprendeu o triste fato de que este mundo é um lugar de tristeza e vazio. O segundo filho se chamou Abel, que quer dizer "vaidade" ou "vapor." Eva deve ter se tornado cada vez mais consciente da destruição que o pecado produziu. Entretanto, o nome de Caim parece mostrar que ela acreditava nas promessas de Deus.
II. AS DUAS OFERTAS - VERSÍCULOS 3-5
Não fica claro que Adão ensinou a seus filhos o tempo, e a maneira correta de adorar a Deus? Estas ofertas provavelmente foram levadas ao local onde os querubins estavam [Gênesis 2:24]. Este parece ser o lugar aonde Deus se encontrava com eles [considere vers. 16]. É triste vermos que somente um dos sacrifícios pode ser aceito por Deus. De maneira tangível, Deus mostrou sua aceitação da oferta de Abel [Hebreus 11:4]. Relembrando várias passagens do Velho Testamento, é muito provável que esta oferta tenha sido de forma sobrenatural consumida pelo fogo. Vejamos como estas ofertas eram diferentes:
A. A oferta de Caim foi rejeitada porque ele mesmo não era justo diante de Deus. A Bíblia toda ensina que nada do que nós oferecemos a Deus é aceito se não estivermos corretos diante dEle [vers.5, Hebreus 11:6; Isaías 1:10-15].
B. A oferta de Caim era uma oferta de "Ação de Graças", e denunciava um espírito de orgulho e justiça própria. Porém Abel ao trazer um cordeiro, estava confessando sua necessidade de uma "oferta pelo pecado". A sua oferta apontava para Cristo como sendo o Cordeiro de Deus que morreu pelos pecadores. Isto demonstrou sua fé no Salvador que viria [Hebreus 11:4]. A diferença entre Caim e Abel pode ser vista em todas as épocas. Os Publicanos e Fariseus nos dão um retrato disto no Novo Testamento [Lucas 18:9-14]. O "caminho de Caim" [Judas 11] é o caminho da salvação através das obras e da religião.
III. CAIM É AVISADO - VERS. 6-7.
Nada irrita mais um homem do que ser repreendido pela sua atitude orgulhosa. Deus alertou a Caim, porém, ele não deu ouvido. Eva foi induzida a pecar e agora Caim não podia o resistir. As palavras de Deus no versículo 7 têm dado origem à muitos debates. Isto se deve ao fato da palavra "pecado" ser utilizada em algumas passagens do Velho Testamento para se referir a "oferta pelo pecado". Este versículo é interpretado de duas maneiras:
A. "Se você se arrepender, você será aceito. Se você se recusar a arrepender-se, o pecado como uma besta feroz, estará a espreita para ataca-lo. O pecado irá conquista-lo e domina-lo, se você não crucificar a carne e ter domínio sobre ela." Se esta for a interpretação correta, então ela é ilustrada na vida de Caim. Ele tornou-se um escravo do pecado. O ódio o dominou e o levou a ser um assassino. O pecado arruinou sua vida.
B. "Se você tivesse feito certo, Eu teria aceitado você. Agora mesmo há uma oferta pelo pecado que você pode usar para fazer expiação pelos seus pecados. Arrependa-se e você manterá o seu lugar como primogênito e cabeça da família." Perceba que na segunda interpretação o domínio que Caim exerceria seria sobre Abel e não sobre pecado. Apesar de as duas interpretações estarem de acordo com a doutrina bíblica, eu sou mais inclinado a aceitar a primeira. Entretanto, os mais conceituados estudantes da Bíblia não chegam a um veredicto comum.
IV. O PRIMEIRO HOMICÍDIO VERS. 8.
O primeiro homem á morrer sobre a terra foi um filho de Deus, que foi assassinado. Na verdade o ódio de Satanás pelos filhos de Deus é antigo [Gênesis 3:15; Gálatas 4:29]. Caim matou Abel porque ele era justo e conhecia o evangelho [I João 3:11-13]. O que nos traz conforto é saber que o primeiro homem ao morrer, foi para o céu.
V. CAIM É JULGADO - VERSÍCULOS 9-10.
O Senhor questionou Caim para que ele tivesse oportunidade de se arrepender do seu pecado. Infelizmente o assassino então mentiu. Quando nós seguimos o diabo, agimos da mesma forma que ele [João 8:44]. Um pecado leva ao outro. Com que freqüência o mundo responde como Caim "sou eu guardador do meu irmão?" Eles nem parecem calcular que a resposta seria sim [Mateus 22:39]. Deus disse que a voz do sangue de Abel clamava desde a terra. É o clamor de vingança, como também clamam o sangue de todos os mártires e vitimas inocentes da ira dos homens. Damos graças à Deus que o sangue de Cristo fala de coisas melhores[Hebreus 12:24].
VI. CAIM É PUNIDO - VERSÍCULOS 11-14.
A punição de Caim era em dois aspectos:
A. A terra de maneira nenhuma iria produzir um grão sequer para ele. Este castigo era pelo pecado de derramar o sangue do homem como se fosse uma coisa comum. Lembre-se que pela oferta de Caim nós podemos concluir que ele era um lavrador.
B. Ele seria um errante sobre a terra. Isto era para indicar que ele estaria fugindo de Deus [vers.14]. Este castigo parece ter causado muita tristeza em Caim [vers.13]. É triste notar que ele estava pesaroso por causa do castigo e não pela culpa de seu pecado.
VII. A RESTRIÇÃO DE DEUS - VERS. 15.
A consciência de Caim lhe dizia que um assassino merece a morte. Seus temores parecem indicar que ele sentia que os homens automaticamente saberiam disso e procurariam a mata-lo. Por alguma razão Deus não permitiria que Caim fosse executado. O governo civil somente pode tirar a vida porque Deus o permitiu [Romanos 13:1-5]. A pena de morte somente foi instituída após o dilúvio [Gênesis 9:5-6]. Até então execução da vingança eram uma prerrogativa de Deus. (As palavras do versículo 15 não nos ensinam que o homem que se vinga sem autoridade é pior do que aquele que cometeu o erro? Aqueles que de forma errada se vingam, estão usurpando o trono de Deus [Romanos 12:19]).

Autor: Pastor Ron Crisp

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bandeiras: Significados bíblico espirituais

A definição da palavra hebraica nec significa a grosso modo bandeira, estandarte, banner (Êxodo 17.15 / Salmo 60.6) e, a raiz da palavra nec é nacak que tem o sentido de aparecer ou brilhar à distância, de uma luz que brilha alternadamente, sinal luminoso, farol. Assim, quando uma bandeira se movimenta ao vento, esvoaçante, é como o levantar de um sinal, um sinal “luminoso”.
Levantar bandeiras e agitá-las é um ato de chamar a atenção para algo ou um símbolo claramente visível e compreensível. No nosso caso para algo extrraordinário: Jesus e tudo que diz respeito ao seu reino.
Na tradução alemã da Bíblia, esses termos hebraicos são frequentemente substituídos por sinalização de campo, sinais de vitória. Vale à pena ler a respeito nos livros de Isaías e Salmos.
Em algumas passagens bíblicas temos como significado o sentido de “mais alto e o principal expandir”. (Nm 2.2 – Nm 10.14). E quando Moisés construiu um altar para o Senhor e o chamou de: “o Senhor é minha bandeira” (Êxodo 17.15 ) é maravilhoso perceber Deus se revelando nesta passagem com o nome de Jahwe (Eu sou o que sou) Nissi (Eu sou a bandeira). Outra passagem digna de ser citada é sobre a saída do povo de Deus do Egito e do seu primeiro confronto vitorioso com Amaleque, quando Deus se revelou a eles com este nome Jahwe Nissi. Os hebreus conheciam os sinais das hastes egípcias, que eram ornamentadas com seus deuses e o povo de Deus não devia sucumbir ao risco de procurar por ajuda e proteção em nenhum sinal ou símbolo. Deus mesmo, o Senhor, é e será a bandeira do seu povo. O objetivo principal do uso das bandeiras está relacionado à identificação de um povo, de seus valores. Para nós além desses significados, está relacionado à alegria de pertencer ao reino da Luz, proclamar a majestade de Deus, de tudo relacionado a ELE!
“Anunciem e proclamem entre as nações, ergam um sinal e proclamem; não escondam nada. Digam: ‘A Babilônia foi conquistada; Bel foi humilhado, Marduque está apavorado. As imagens da Babilônia estão humilhadas e seus ídolos apavorados.” (Jr 50.2.)
Com bandeira podemos também proclamar promessas ou versículos bíblicos proféticos que tenham sido ditos para a Igreja. Se permanecermos firmes nas promessas de Deus, então, damos honra a ELE com isso.
“[...]não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus.” (Rm 4.20.)
O que se diz aqui a respeito de Abraão também vale para nós. Nós honramos a Deus, na medida em que permanecemos firmes em suas promessas. As bandeiras sustentam a nossa declaração de que nos mantemos nas promessas de Deus e somos chamados a fazer as verdades de Deus visíveis e audíveis para as nações, pois Deus mesmo solicitou isso declaradamente:
“Todos vocês, habitantes do mundo, vocês que vivem na terra, quando a bandeira for erguida sobre os montes, vocês a verão, e, quando soar a trombeta, vocês a ouvirão.“ (Is 18.3.)
As bandeiras também podem proclamar fatos bíblicos e espirituais e possuem caráter invocatório e de sinalização profética:
“Naquele dia as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso será glorioso.” (Is 11.10.)
As bandeiras também são utilizadas como uma espécie de base para um povo e seu exército:
“Os israelitas armarão as suas tendas organizadas segundo as suas divisões, cada um em seu próprio acampamento e junto à sua bandeira.” ( Números 1.52.)
“A leste, os exércitos de Judá acamparão junto à sua bandeira […] Ao sul estarão os exércitos do acampamento de Rúben, junto à sua bandeira […] A oeste estarão os exércitos do acampamento de Efraim, junto à sua bandeira […] Ao norte estarão os exércitos do acampamento de Dã, junto à sua bandeira […]” (Números 2.3-25.)
Como podemos perceber as bandeiras auxiliaram o povo hebreu como meio de orientação no exército e em grandes acampamentos. O povo de Deus deveria acampar ao redor do centro, ao redor do tabernáculo, que a todo momento representava claramente a presença de Deus em meio a seu povo.
As bandeiras são como objetos de esperança e um símbolo de vitória:
“Saudaremos a tua vitória com gritos de alegria e ergueremos as nossas bandeiras em nome do nosso Deus.” (Sl 20.5.)
                                                                                                                      www.lagoinha.com

sábado, 14 de abril de 2012

Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR


Mateus 10.1-22 -- A AUTORIDADE QUE RECEBEMOS

Quase que como uma continuidade ao que foi exposto no último tema do
capítulo 9, o 10 se inicia com a mesma temática: a seara é realmente grande e
além do Senhor precisar de obreiros para ela, precisa também que estes sejam
bem preparados.
 
A didática de Jesus é bem atual e contemporânea. Impressiona-nos como
ele já aplicava conceitos que a moderna pedagogia veio a adotar mui
recentemente, em seu tempo de cerca de dois milênios atrás. Seu discernimento
em separar a teoria da prática é algo tecnicamente comprovado hoje. Quando
queria ensinar-lhes, fazia os seus "retiros", subia o monte, passava "para o
outro lado", tudo com o fim de ficar a sós com eles e poder-lhes transmitir
melhor, teoricamente, tudo aquilo de que precisavam para a boa formação
interior sobre a vida cristã da qual se tornariam arautos em breve. Quando
achava que estava na hora de eles começarem a ver na prática como essa
teoria se comprovava, mudava todo o esquema, aplicando-lhes o sistema de
"residência" ou de "estágio probatório", muito utilizados hoje, como lemos abaixo:
 
"E, chamando a si os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade
sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda
sorte de doenças e enfermidades." Mt 10.1
 
Nossa preocupação hoje deve ser a de que os discípulos, que somos nós,
ficamos, quase sempre, apenas na teoria. Convertemo-nos, passamos a ser
membros de igreja, ficamos a vida toda aprendendo, conhecendo, lendo e
estudando, o que não é ruim em si mesmo, mas torna-se algo inoperante e
inócuo na medida em que não passamos à prática. Tornamo-nos excelentes na
teoria, mas somos um "zero" à esquerda na prática. A autoridade que ele nos
concedeu, então, torna-se vazia e sem efeito, porque não saimos a campo para
pregar, para testemunhar, para mostrar ao mundo a diferença que o evangelho
traz.
 
Você é detentor desta autoridade que o Senhor nos deu? Você a tem colocado
em prática? Ou, cheio da teoria cristã, você está se alienando da prática cristã?

quarta-feira, 21 de março de 2012

sexo antes da hora?
Se você cedeu ou está prestes a ceder à pressão da nova moralidade, preste atenção a esta palavra atribuída à psicóloga Mary Calderone: “Os riscos a longo prazo não compensam os prazeres a curto prazo”.
Pondere você mesmo que o amor livre não compensa mesmo. Há um risco de uma gravidez, que quase sempre leva ao aborto, numa tentativa de esconder ou remover as consequências do pecado sexual. Há o perigo das doenças venéreas, que aumentou exatamente por causa dos modernos antibióticos. Há o risco da Aids ainda incurável. Há o sério problema do sentimento de culpa, porque até hoje “ninguém inventou um diafragma para a alma e para a consciência” (Billy Graham). Além destes riscos reais, já outros incômodos que não devem ser desprezados: a marginalização da mulher por uma sociedade que ainda existe um comportamento sexual para o sexo feminino e outro para o sexo masculino, a perda da capacidade de amor, pois os “amantes modernos aprendem a fornicar, mas não a amar” (Tristan Coffin).
Para o cristão autêntico, o maior de todos os ricos, todavia, é pecar contra Deus. Não haveria pecado se não houvesse normas. Mas, já que há normas, e elas estão inscritas na Revelação e no fundo da consciência de cada um, a promiscuidade sexual está debaixo da condenação de Deus.
Na verdade, a nova moralidade é sopa no mel. Facilita a livre expressão dos desejos carnais. Torna a conduta moral mais difícil. Mas não modifica em nada a lei de Deus. “É melhor casar do que viver abrasado” (I Coríntios 7:9). É melhor casar do que fornicar. Porque os riscos a longo prazo de qualquer união estranha ao matrimônio não compensam os prazeres a curto prazo!
http://novotempo.com/amiltonmenezes/2012/03/20/sexo-antes-da-hora/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Provérbios 23.17

“Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, sê no temor do Senhor todo o dia.”
O mundo exalta e promove pecadores. Estrelas do cinema, atletas, artistas de teatro, magnatas dos negócios, realezas, políticos, e outros pecadores ricos e famosos lhe são impingidos todos os dias. Salomão, com sábio amor paterno, avisou o seu filho contra a inveja dos pecadores mundanos.
Provérbios 24:1,19:- “Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, sê no temor do Senhor todo o dia. … Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios.”
Por outro lado, ele sabia que o temor de Deus deveria ser sua única ambição.
Eclesiastes 12:13-14:- “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.”
Cada geração, de todas as nações, tem seus heróis e estrelas; mas só recentemente a imagem e as palavras desses pecadores populares está sendo jogado em cima de você a toda a hora. Se este aviso era importante nos dias de Salomão, hoje em dia é ainda mais. Todos esses pecadores estão indo para baixo e todo santo deve crer totalmente nisto e viver de uma maneira que demonstre isso.
Assim, temer a Deus é toda a obrigação do homem.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012




Isaías é um livro que desvenda as plenas dimensões do juízo e da salvação divina. Deus é o Santo de Israel que deveria castigar seu povo rebelde, mas posteriormente o remirá. Israel é nação cega e surda (6.9,10; 42.7), vinha que será pisoteada (5.1-7), povo destituído de retidão (5.7; 10.1-2). O juízo terrível que será desencadeado contra Israel e todas as nações que desafiam a Deus é chamado “dia do Senhor”.

Isaías serviu a Deus desempenhando o papel de promotor de justiça da aliança. Sua mensagem é constituída de acusações, condenações e julgamentos, pois ele declara a maldição de Deus sobre Israel, Judá e as nações (1.2-31; 13 – 23; 56 – 57; 65). O relato autobiográfico de Isaías do seu chamado para tornar-se um mensageiro da corte celestial do Senhor encontra-se no capítulo 6. Quando Isaías foi convocado a representar a corte celeste junto à corte terrena de Jerusalém, ele descobriu que Deus não o estava enviando para salvar Israel, mas para endurecer seus corações impenitentes (6.9-10). Isaías devia apresentar ao povo a acusação do Senhor de que eles eram infiéis e rebeldes (1.2-3; 31.1-3; 57.3-10). O povo de Deus havia se tornado como as demais nações em seu orgulho, sarcasmo e egoísmo. Eles haviam perdido a perspectiva de justiça, de amor e de paz, características do Reino de Deus e tentaram estabelecer seu próprio reino. O profeta também desempenha o papel de advogado. Ele exorta os piedosos a buscarem ao Senhor, a aguardarem o seu Reino, a experimentarem eles mesmo a paz de Deus e a responderem com fé aos novos atos divinos de redenção. A aliança do Senhor termina com bênçãos sobre Israel, não maldições (Dt30. 1-10). Ao final um remanescente piedoso sobreviverá ao julgamento.

A primeira parte do livro, caps. De 1 a 35, enfoca o julgamento de Deus sobre Israel através da Assíria; a segunda, caps. 40 a 66, o retorno do remanescente do exílio na Babilônia e sua libertação final no futuro distante. A segunda parte com a primeira inicia-se com uma visão da corte celestial. Isaías ouve furtivamente Deus enviando mensageiros para anunciar que o castigo já foi pago e que por isso terá fim (40.1-18). A visão que Isaías tem do Reino de Deus é grandiosa, pois inclui a história da redenção desde os seus dias até alcançar a plenitude da salvação. Ela abarca do exílio, a volta dos judeus do exílio, a missão, o ministério e o Reino de Jesus Cristo, a missão e a esperança da Igreja, o governo atual de Jesus sobre este mundo e a restauração de todas as coisas em santidade e justiça.

 Cristo livrará a humanidade da prisão do pecado (52.13 – 53.12). Tornou-se luz para os gentios (42.6), a fim de que as nações condenadas ao juízo (cap. 13 a 23) pudessem achar a salvação (55.4,5).


O Reino do Senhor na terra, com seu Rei justo e seus súditos justos, é o alvo em direção ao qual o livro de Isaías avança com firmeza. A terra restaurada e o povo restaurado passarão, então, a cumprir o ideal divino, e tudo resultará no louvor e na glória do Santo de Israel, por causa do que Ele tem realizado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A verdadeira adoração

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4.23).
Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 21/09/2008Adorar é cultuar, ou prestar serviço a Deus de todo o coração (1Cr 16.29, Sl 29.2, 96.9, 99.9). Adorar não é apenas cantar uma canção que fale da grandeza de Deus, mas é contemplá-lo na perfeição de seus atributos (Sl 27.8) e, crendo Nele, viver de acordo com a sua vontade (Jo 14.15). As Escrituras Sagradas nos convocam a “servir ao Senhor com alegria e a nos apresentar diante Dele com cânticos.” (Sl 100.2).  A adoração, portanto, é o serviço a Deus de todo coração, que se expressa com atitudes, com cânticos, danças, gestos (de joelhos, totalmente prostrado  etc), em verdadeira alegria na presença de Deus (Sl 150.1-6). O coração do adorador está inteiramente envolvido em celebrar Àquele que é o único Deus (Dt 6.4-9), e que é digno de receber a honra a glória , a força e o poder (Ap 4.1, 5.12), aleluia!
O que está subentendido no conceito de adoração?A obediência ao Senhor é a característica básica do adorador (Dt 28.1).Um exemplo disso foi dado no sermão do monte, relatado por Lucas, quando Jesus afirmou: "E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos mando?"  (Lc 6.46). Não adianta reconhecer o poder e a perfeição do Senhor sem obedecer aos seus ensinos (Jo 8.42, 1Jo 4.20, Mt 6.24). No Antigo Testamento também podemos ver claramente esta verdade na resposta de Samuel a Saul, quando este desobedeceu a Deus e trouxe ovelhas e gado para sacrificar ao Senhor. Samuel disse ao rei Saul: "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros." (1Sm 15.22).Portanto, Deus requer, de cada filho seu, uma adoração verdadeira, em obediência e submissão à sua vontade (Mt 6.10, 26.42, Cl 1.9) que é boa, perfeita e agradável (Rm 8.1-2).
O que significa “adorar em espírito e em verdade”?Adorar em espírito e em verdade (Jo 4.23) significa ser um adorador semelhante a Jesus (Jo 17.4) aqui na terra, isto é, ter uma vida diante de Deus e dos homens de acordo com os Seus ensinos (1Jo 2.6). Podemos dizer que a adoração em “espírito” seja a “haste vertical da cruz”, que aponta para os céus – ou seja, quando estamos buscando a Face do Senhor, contemplando-O na beleza de sua santidade (Sl 24.6). É a busca da adoração ao Senhor com o coração purificado, lavado no sangue do Cordeiro (Mt 5.8, 1Jo 1.7). O salmista nos diz: “Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei.” (Sl 27.8). O verdadeiro adorador não busca as “mãos do Senhor”, isto é, as suas bênçãos; mas busca a Face de Deus, ou seja, a comunhão e o relacionamento com Ele (Is 55.6-9).Adorá-lo em verdade, significa viver dentro de sua Palavra (Mt 7.17-27), fazendo a vontade do Senhor aqui na terra, demonstrando amor uns aos outros (Jo 13.35). O amor é o cumprimento de toda a vontade do Senhor em todas as áreas da vida, em todas as circunstâncias e ocasiões (Gl 5.6, 13, Rm 13.10). E Jesus nos ensinou, de modo prático, a viver em amor (Lc 10.25-37).
Por que a adoração é fundamental na vida do cristão?Porque através da verdadeira adoração o crente vai se tornando semelhante a Jesus (I Jo 3:1-3), em seus atributos comunicáveis aos homens, como: amor, fidelidade, bondade, mansidão, paz, etc. O princípio bíblico que rege a adoração é este: “o adorador se torna semelhante ao Deus ao qual ele adora”, de acordo com o Salmo 115.8. O salmista nos mostra que os adoradores das imagens de escultura se tornam semelhantes a elas: “têm boca e não falam, olhos e não vêem, nariz e não cheiram, pés e não andam, mãos e não apalpam…” Assim como as imagens de escultura estão mortas, da mesma forma os seus adoradores estão mortos espiritualmente. Em contrapartida, os adoradores do Deus Todo-Poderoso, através da íntima comunhão com a doce trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo), vão se tornando cada vez mais parecidos com Jesus, o Filho de Deus que se fez homem e morreu por nós…
                                                                                                  Pra. Ãngela Valadão